Adesão ao tratamento medicamentoso da hipertensão arterial na atenção primária
Autor(es)
Daniel da Silva Rodrigues, Luciano Ribeiro Heringer, Marizeli Silva Poggianella
Orientador
Edson José de Carvalho Magacho
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Enfermagem
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Adesão, Tratamento, Hipertensão arterial
Resumo
OBJETIVO: O trabalho objetivou avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso da hipertensão arterial na atenção primária, representados por pacientes assistidos por três equipes de Programa Saúde da Família, inseridas numa mesma Unidade Básica de Saúde, correlacionando a não adesão com dado sócio demográficos, comorbidades, e efeitos indesejáveis dos medicamentos. MÉTODO: Utilizou uma amostra de 90 pacientes hipertensos, extraídos do Sistema de Cadastramento e Acompanhamento dos Portadores de HAS e DM (HIPERDIA). Os pacientes receberam visita domiciliar do pesquisador, onde foram convidados a participar da pesquisa, assinaram o termo de consentimento livre esclarecido, a seguir através do auto-relato, entrevistados para preenchimento de um questionário. Foram considerados aderentes os pacientes que relataram os medicamentos conforme descrito nas receitas do mês prescritas pelo médico da UBS. Os dados obtidos foram cruzados no programa SPSS 13, estatisticamente significativas ao nível de a= 0,05 no teste Qui quadrado. Critérios de exclusão: Ter menos de 18 anos, estar ausente na residência no momento da busca ativa. RESULTADOS: Predominou a não adesão para o sexo feminino, e paciente com algum tipo de união, sendo significante a ocupação e a renda pessoal. Das comorbidades observadas houve predominância de Diabetes Mellitus, acompanhada de doenças cardiovasculares, e um importante percentual de pacientes com doenças articulares. Quanto às justificativas para a não adesão foi prevalente o relato de esquecimento e confusão de medicamentos a serem tomados. É significante para não adesão o esclarecimento sobre a medicação e a patologia, como também a responsabilidade pela administração do medicamento. CONCLUSÃO: Na avaliação da adesão ao tratamento medicamentoso da hipertensão arterial, observamos que a adesão não foi prevalente e os dados sócio demográficos associados à não adesão foram os pacientes de menor renda pessoal e que não apresentavam atividade laborativa, quanto aos efeitos indesejáveis dos medicamentos não houve prevalência.
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