Alteplase no acidente vascular isquêmico agudo: uma revisão sistemática


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Título
Alteplase no acidente vascular isquêmico agudo: uma revisão sistemática

Autor(es)
Maicon Bressan Almeida, Luiz Felipe Cedessari Gramatico, Matheus Bitencourt Amaral dos Santos

Orientador
Marcos Moreira

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Neurologia

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Acidente vascular cerebral, Trombólise, Alteplase

Abstract
Objective. To determine by means of a systematized review the effect of thrombolysis with alteplase in the acute phase of ischemic stroke (cerebrovascular accident) on morbidity and mortality. Method. We analyzed the studies published originally in the English language, in the last 10 years, with reference to the MEDLINE (National Library of Medicine) databases. We considered only randomized controlled trials (RCTs). The selected outcomes were: initial mortality, mortality after 90 days, morbidity (NIH and MRS - scale Rankin Modifed) at 30 and 90 days. Results. Included in the scope of this review were 56 ECCRs, which fulfilled the selection criteria. Some studies have been excluded because they correlate the use of alteplase in acute myocardial infarction, others because they refer to the intrarterial use of alteplase in the acute phase of ischemic stroke, which was not objective in our study since it is not the reality of our region where the drug is administered intravenously, since we do not have access to the blood quickly in the hospitals where we work. The majority of RCTs presented favorable results in the use of alteplase in the acute phase of stroke when compared to usual care. The majority of RCTs showed no difference in mortality among the group of patients submitted to treatment with alteplase in relation to the group that received conventional treatment. Conclusion. This review confirms the benefits of thrombolysis with alteplase in the acute phase approach of patients with ischemic stroke up to six hours and evolution, observing better results when given early compared to the group of patients undergoing conventional treatment - non-thrombolised. There was no reduction in mortality among the group of patients submitted to conventional therapy.

Resumo
Objetivo. Determinar por meio de uma revisão sistematizada o efeito da trombólise com alteplase na fase aguda do acidente vascular encefálico isquêmico (AVC i) sobre a morbimortalidade. Método. Foram analisados os estudos publicados originalmente na língua inglesa, nos últimos 10 anos, tendo como referência as bases de dados MEDLINE (National Library of Medicine). Foram considerados apenas os ensaios clínicos controlados e randomizados (ECCR). Os desfechos selecionados foram: mortalidade inicial, mortalidade após 90 dias, morbidade (escala NIH e MRS – scale Rankin modifed) em 30 e 90 dias. Resultados. Fizeram parte do escopo desta revisão 56 ECCR, que preencheram os critérios de seleção. Alguns estudos foram excluidos pois correlacionavam uso de alteplase no infarto agudo do miocárdio, outros por se referirem ao uso intrarterial da alteplase na fase agudo do acidente vascular cerebral isquêmico, o que não foi objetivo do nosso estudo pois não é a realidade da nossa região onde a droga é administrada por via endovenosa, visto não dispormos de acesso arterial de forma rápida nos hospitais em que trabalhamos. A maioria dos ECCR apresentou resultados favoráveis ao uso da alteplase na fase agudo do AVEi quando comparada aos cuidados usuais. A maioria dos ECCR não apresentou diferença na mortalidade entre o grupo de pacientes submetidos ao tratamento com alteplase com relação ao grupo que recebeu tratamento convencional. Conclusão. Esta revisão confirma os benefícios da trombólise com alteplase na abordagem terapêutica da fase aguda de pacientes com AVC isquêmico, com até seis horas e evolução, observando melhores resultados quando administrado precocemente, comparado com o grupo de paciente submetido ao tratamento convencional – não trombolizados. Não houve redução da mortalidade entre o grupo de paciente submetido à terapêutica convencional.

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