Objective: To define the microbiological pattern of deaths caused by sepsis in an intensive care unit (ICU) of a university hospital. Methods: We performed a retrospective analysis using the book of deaths and the records of the hospital´s infection control committee (ICC) of Therezinha of Jesus Hospital (HTJ) of Juiz de Fora / MG, in the period January to December 2011, selecting 88 patients and their respective cultures archived at HICC. For inclusion criteria, patients had to have the death attested in the ICU and sepsis as cause of death. For better view, the microbiological analysis of the pattern of deaths was obtained using the software Microsoft Excel®. Results: Of the 216 deaths attested in the year 2011 in HTJ, 127 (58%) occurred in the intensive care unit, and of these, 88 (69.3%) caused by sepsis. The most frequent site of infection was the respiratory tract (n = 47, 53%) followed by abdominal (n = 22, 25%), urinary tract (n = 7, 7.9%) and skin (n = 5, 5, 7%), and 7 (7.9%) cases without a defined focus. The most prevalent kind of bacteria were the gram-negatives, with Acinetobacter isolated in 26 patients (29.5%) followed by Klebsiella, 14 cases (15.9%), S. aureus in 10 cases (11.3%), E.coli with 8 cases (9.0%), Pseudomonas in 6 cases (6.8%), Enterobacter and Candida with 5 cases each (5.6%) and , Serratia and Proteus with 1 case each (1.1%). In 14 cases were not isolated germs (15.9%). Conclusion: The HTJ has a similar pattern of deaths from sepsis in intensive care when compared to multicenter studies related to outbreaks of sepsis in ICU in Brazil. Knowledge of etiological pattern of each hospital is crucial because it is an effective weapon in the choice of empirical antibiotic therapy and promotions to combat and control of nosocomial infections. In university hospitals, due to increased exposure of patients to professionals and students, knowledge of microorganisms involved in these environments is even more important. It was observed that, agents with transmission by skin to skin contact may have a higher prevalence in teaching hospitals, and that, further corroborates the need to emphasize the importance of preventive care in the physical examination, especially with professionals in training.
Resumo
Objetivo: Definir o padrão etiológico e microbiológico dos óbitos causados por sepse em um centro de terapia intensiva (CTI) de um hospital universitário. Métodos: Realizada análise retrospectiva utilizando o livro de óbitos e os registros da comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH) do Hospital Therezinha de Jesus (HTJ) de Juiz de Fora / MG, no período de janeiro a dezembro de 2011, selecionando 88 pacientes e suas respectivas culturas arquivadas pela CCIH. Como critério de inclusão, os pacientes deveriam ter o óbito constatado no CTI e sepse como uma das causas mortis. A análise do padrão microbiológico dos óbitos foi obtida utilizando a ferramenta Microsoft Excel®. Resultados: Dos 216 óbitos ocorridos no ano de 2011 no HTJ, 127 (58%) ocorreram do setor de terapia intensiva adulto, sendo destes, 88 (69,3%) causados por sepse. O local mais frequente de infecção foi o trato respiratório (n=47 ; 53%) seguido do abdominal (n=22 ; 25%), urinário (n=7 ; 7,9%) e cutâneo (n=5 ; 5,7%), além de 7 (7,9%) casos sem foco definido . Os germes mais prevalentes foram os gram-negativos, com Acinetobacter, isolado em 26 pacientes (29,5%) seguido de Klebsiella com 14 casos (15,9%), S. aureus com 10 casos (11,3%), E.coli com 8 casos (9,0%), Pseudomonas com 6 casos (6,8%), Enterobacter e Candida com 5 casos cada um (5,6%) e, Serratia e Proteus com 1 caso cada (1,1%). Em 14 casos não foram isolados germes (15,9%). Conclusão: O HTJ tem um padrão de óbitos por sepse em terapia intensiva semelhante aos demais CTI do Brasil quando comparado a estudos multicêntricos relacionados aos focos da sepse. O conhecimento do padrão etiológico de cada hospital é fundamental, pois é uma arma eficaz na escolha da antibioticoterapia empírica e das promoções de combate e controle de infecções hospitalares. Em hospitais universitários, devido à maior exposição dos pacientes a profissionais e alunos, o conhecimento dos microorganismos envolvidos nestes ambientes é ainda mais importante. Observou-se que, agentes de transmissão pele a pele podem ter uma prevalência maior em hospitais de ensino e, isso, corrobora ainda mais com a necessidade destacar a importância dos cuidados preventivos ao exame físico, principalmente com os profissionais em formação.
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