Características clínicas dos pacientes idosos atendidos em uma unidade de terapia intensiva


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Título
Características clínicas dos pacientes idosos atendidos em uma unidade de terapia intensiva

Autor(es)
Liziane Martins Coutinho, Jaqueline Carneiro Rodrigues, Marcela de Souza Rosa

Orientador
Antonio Carlos Maneira Godinho Netto

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Geriatria e Gerontologia

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Idoso, Unidade de terapia intensiva, Idade

Abstract
Objective: To describe the clinical characteristics of elderly patients admitted to an ICU of a private hospital. Methods: The study included 113 elderly over 60 years made up to the date of admission and remained hospitalized for a period of not less than 24 hours, between 01.08.2013 and 31.01.2014, admitted to the ICU a private hospital with 32 beds. We used cross-sectional design of the retrospective, the most appropriate to determine the prevalence of the analyzed events. Data collection was performed through the analysis of the electronic records. Data were collected as age, gender, reason for hospitalization, comorbidities, power saw in the hospital, in addition to hospitalization and outcome period. Results: As to gender, there is a homogeneous distribution of male and female. The average age of this study was 77 years, with the highest frequency of elderly found in group 80 to 89 years. The length of stay in the ICU ranged from 24 hours to 57 days with an average of 7.82 days in hospital stay. The leading causes of hospitalization were respiratory diseases (26.54%) followed by gastrointestinal diseases (16.81%) and neurological (15.92%). Comorbidity found most frequently was systemic hypertension, present in 46.01% of patients, followed by 23.89% of patients with Diabetes Mellitus, both with higher prevalence in women. The study also showed that younger elderly remained with oral feeding via a greater percentage when compared to nonagenarian elderly. After discharge from the ICU, 66.37% were conducted for beds in apartments or wards and 23.89% died. Seniors G1 and G2 showed greater survival in the ICU when compared to the older G3 and G4. Conclusion: Through studies on the profile of older people in intensive care units is possible to know how and in what situation this social group shows up in the health scenario. It is evident also the need for more studies on this topic, as critically ill elderly are a group lacking specific interventions that result in increase in survival and improving their well-being.

Resumo
Objetivo: descrever as características clínicas dos pacientes idosos atendidos em uma UTI de um hospital privado. Métodos: Foram incluídos neste estudo 113 idosos acima de 60 anos completados até a data da internação e que tenham permanecido hospitalizados por um período igual ou superior a 24 horas, entre 01/08/2013 e 31/01/2014, internados na UTI de um hospital privado com 32 leitos. Foi utilizado delineamento transversal do tipo retrospectivo, o mais adequado para determinar a prevalência das ocorrências analisadas. A coleta de dados foi realizada a partir da análise dos prontuários eletrônicos. Foram coletados dados como: idade, sexo, motivo da internação, comorbidades, via de alimentação na internação, além do período de internação e desfecho. Resultados: Quanto ao gênero, observa-se uma distribuição homogênea dos sexos masculino e feminino. A média de idade desta pesquisa foi de 77 anos, sendo a maior frequência de idosos encontrada no grupo de 80 a 89 anos. O tempo de permanência na UTI variou de 24 horas a 57 dias, com média de permanência de 7,82 dias de internação. As principais causas de internação foram as doenças respiratórias (26,54%) seguidas das doenças gastrointestinais (16,81%) e neurológicas (15,92%). A comorbidade encontrada com maior frequência foi a Hipertensão Arterial Sistêmica, presente em 46,01% dos pacientes, seguida de 23,89% de portadores de Diabetes Melitus, ambos com predominância no sexo feminino. O estudo também demonstrou que os idosos mais jovens permaneceram com via oral de alimentação em maior porcentagem quando comparados aos idosos nonagenários. Após a alta da UTI, 66,37% foram conduzidos para os leitos em apartamentos ou enfermarias e 23,89% foram a óbito. Idosos dos grupos G1 e G2 demonstraram sobrevida maior na UTI quando comparados aos idosos dos grupos G3 e G4. Conclusão: Através de estudos sobre o perfil dos idosos nas Unidades de Terapia Intensiva é possível conhecer como e em que situação tal grupo social apresenta-se no cenário da saúde. Fica evidente também a necessidade de mais estudos sobre este tema, visto que idosos criticamente doentes constituem um grupo carente de intervenções específicas que resultem em aumento da sua sobrevida e melhoria do seu bem-estar.

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