Doxepina no tratamento da urticária crônica: revisão sistemática
Autor(es)
Raphael Coelho Figueiredo, Marina da Silveira Medalha, Diego Santiago Granato
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Alergia e Imunologia Clínica
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Urticária crônica, Doxepina
Abstract
Introduction: Histamine is considered the main chemical mediator in the pathogenesis of chronic urticaria, but only 31% of patients with this disease have satisfactory control of symptoms with H1 antihistamines. Because of this and the great impact on the life´s quality chronic urticaria can cause, other drugs have been studied in order to offer patients therapeutic options that significantly reduce skin pruritus and the appearance of urticaria on the skin. There are two main guidelines on clinical treatment of urticaria, the European and the American, the latter includes doxepin in the arsenal of drugs for the treatment of chronic urticaria. Objective: Analyze and compare data available in the literature about the efficacy of doxepin in the control of induced chronic urticaria. Methods: Systematic review was performed from trials available in the PubMed database and the Brazilian Journal of Allergy and Immunology with the keywords “chronic urticaria” and “doxepin”. Results: This article demonstrates the efficacy of doxepin in the treatment of chronic urticaria. A limiting factor was the very reduced number of trials on the subject what demonstrates that more trial about this subject are necessary. Conclusion: Doxepin has high potency antihistamine H1 and H2, low incidence of side effects and excellent cost-effectiveness among the options of drugs in the management of urticaria cases that are not responsive to H1 antihistamines. Psychosomatic factors, anxiety and depression, may participate in the pathophysiology of some cases of induced chronic urticaria. Therefore, the use of doxepin, a tricyclic antidepressant, would have an additional effect on improving the clinical condition in these situations.
Resumo
Introdução: A histamina é considerada o principal mediador químico na patogênese da urticária crônica, porém apenas 31% dos pacientes com esta doença apresentam controle satisfatório dos sintomas com uso de anti-histamínicos H1. Diante disto e do grande impacto na qualidade de vida que a urticária crônica pode causar, outras drogas têm sido estudadas com o intuito de oferecer aos pacientes opções terapêuticas que reduzam de forma significativa o prurido cutâneo e o aparecimento de urticas na pele. Existem dois principais consensos sobre tratamento clínico da urticária, o europeu e o americano, sendo que o último inclui a doxepina no arsenal de drogas para tratamento da urticária crônica. Objetivo: Analisar e comparar dados disponíveis na literatura sobre a eficácia da doxepina no controle da urticária crônica. Métodos: Realizada revisão sistemática a partir de artigos disponíveis na base de dados PubMed e Jornal Brasileiro de Alergia e Imunologia com as palavras “urticária crônica” e “doxepina”. Resultados: Este trabalho demonstra a eficácia da doxepina no tratamento da urticária crônica. A escassez de estudos científicos sobre o tema foi um fator limitante ao estudo o que mostra necessidade de mais trabalhos sobre o tema. Conclusão: A doxepina é uma droga com elevada potência anti-histamínica H1 e H2, baixa incidência de efeitos colaterais e boa relação custo-benefício, dentre as drogas de escolha no manejo dos casos não responsivos aos anti-histamínicos H1. Fatores psicossomáticos, ansiedade e depressão podem participar da fisiopatologia de alguns casos de urticária crônica, por isso o emprego da doxepina, um fármaco do grupo dos antidepressivos tricíclicos, teria efeito adicional na melhora do quadro clínico nestas situações.
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