Objectives. Evaluate through a systematic review of the medical literature the incidence of patients who developed infectious or non-infectious side effects after the use of azathioprine for the treatment of Inflammatory Bowel Disease. Methods. Were analyzed studies from the MEDLINE (National Library of Medicine) database published over the last twenty-five years (until May 2017) which have both 'diagnostic criteria' and 'therapeutic approach' chapters, written in English, and has the following combination of keywords: Inflammatory Bowel Disease, azathioprine, treatment, side effects. The pieces of evidence found in those studies were judged by two independent reviewers. Results. Five studies that fulfilled the aforementioned criteria were included in this review. AZA was superior to placebo in controlling maintenance of remission of IBD, as well as effective in relapse control in patients who undergone ileocecal resection. The side effects, however, were significant. These include gastrointestinal intolerance, acute pancreatitis, jaundice, hepatotoxicity, and myelosuppression. Conclusion. In spite of the various side effects related to the use of AZA, treatment should not be discontinued except in the occurrence of severe side effects. Lymphopenia was described as one of the most common hematological manifestations but was not always accompanied by infectious reactions. Continuous laboratory monitoring may contribute to avoid adverse effects from lymphocyte declines. Lastly, it was observed that AZA has been shown to be a safe therapy for the maintenance of inflammatory remission in patients with IBD and can be used for a long period of time.
Resumo
Objetivo. Avaliar através de uma revisão sistemática da literatura, a incidência de pacientes que desenvolveram efeitos colaterais infecciosos ou não, após uso da Azatioprina para tratamento de Doença Inflamatória Intestinal. Método. Foram analisados os estudos publicados originalmente na língua inglesa, nos últimos vinte e cinco anos (até maio de 2017), tendo como referência as bases de dados MEDLINE (National Library of Medicine). Foram considerados apenas os ensaios clínicos e os desfechos selecionados contendo: critério diagnóstico e abordagem terapêutica. Os níveis de evidências dos estudos apreciados foram julgados por dois revisores independentes.Para a pesquisa dos estudos utilizamos a seguinte combinação de palavras chave: Doença Inflamatória Intestinal,azatioprina, tratamento, efeitos colaterais. Resultados. Fizeram parte do escopo desta revisão cinco estudos que preencheram os critérios de inclusão. A AZA demonstrou-se superior ao placebo no controle da manutenção da remissão das DIIs, além de eficaz para controle de recidiva em pacientes submetidos à ressecção ileocecal. Os seus efeitos colaterais, entretanto, foram significativos. Entre eles, destacam-seintolerância gastrointestinais, pancreatite aguda, icterícia, hepatotoxicidade e mielossupressão, Conclusão. Em que pesem os diversos efeitos colaterais relacionados ao uso da AZA, seu tratamento não deve ser descontinuado, com exceção do aparecimento de efeitos mais graves. A linfopenia foi descrita como uma das manifestações hematológicas mais comuns, mas nem sempre foi acompanhada de reações infecciosas. A monitorização laboratorial contínua pode contribuir para evitar os efeitos adversos provenientes das quedas de linfócitos. Por fim, observou-se que a AZA mostrou ser uma terapia segura para manutenção da remissão inflamatória em pacientes com DII, podendo ser utilizada por um período longo de tempo.
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