Histeroscopia como tratamento da síndrome de Asherman: um estudo de revisão
Autor(es)
Lais Cristine Nienkotter, Luiz Eduardo Mendes Zanis, Rafael Eugenio Lazarotto
Orientador
Claudio Peixoto Crispi
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Endoscopia Ginecológica
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Síndrome de Asherman, Aderência intrauterina, Histeroscopia, Tratamento
Abstract
Introduction: Asherman Syndrome (AS) is an acquired condition defined by the presence of intrauterine adhesions (IUAs) that cause symptoms such as menstrual abnormalities, pelvic pain, and forth, and it is a discussing topic in the gynecological field as there is no clear management and treatment consensus. Objective: investigate the AS treatment by hysteroscopy through a literature review. Methodology: the conditions for the AS diagnosis and the hysteroscopy treatment were highlighted. The studies were researched by using the PubMed database, in which 18 papers matched by the previously established inclusion criteria, containing the keywords in the title and abstract from 2011. Results: most studies focus on the results analysis obtained after surgical hysteroscopy. It was found by the studies assessment that compose this review, that this IUAs treatment method is effective, however, it should be further explored, because hysteroscopy plays an important role in the diagnostic stage, not only in surgery. The use of hysteroscopy significantly improved the fertility result and the success rate of AS treatment. In addition, the use of gels after surgical procedures is inconsistent, as they do not present conclusive or satisfactory results. Findings: although there are disparities between the studies analyzed, this work reveals that AS can be successfully treated through hysteroscopy.
Resumo
Introdução: a síndrome de Asherman (SA) é uma condição adquirida definida pela presença de aderências intrauterinas (AIUs) que causam sintomas como anormalidades menstruais, dor pélvica, infertilidade, aborto espontâneo recorrente, entre outros. Trata-se de um tema discutível no campo ginecológico pois não há um consenso claro sobre o manejo e o tratamento. Objetivo: investigar sobre o tratamento de SA por histeroscopia através de uma revisão de literatura. Metodologia: destacou-se as condições para o diagnóstico da SA e o tratamento por histeroscopia. Os estudos foram pesquisados utilizando a base de dados da PubMed, onde 18 artigos atenderam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos, contendo as palavras-chave no título e resumo a partir do ano de 2011. Resultados: estudos focam, em sua maioria, na análise dos resultados obtidos após histeroscopia cirúrgica. Observou-se pela avaliação dos estudos que compõem esta revisão, que esse método de tratamento de AIUs é eficaz, contudo, deve ser mais explorado, pois, a histeroscopia desempenha um importante papel na etapa de diagnóstico, não apenas na cirurgia. A utilização da histeroscopia melhorou significativamente o resultado da fertilidade e a taxa de sucesso do tratamento de SA. Além disso, a utilização de géis após procedimentos cirúrgicos é inconsistente, onde por vez não apresentam resultados conclusivos ou satisfatórios. Conclusão: embora existam disparidades entre os estudos analisados, este trabalho revela que a SA pode ser tratada com sucesso através da histeroscopia.
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