Resumo
No início da década de 1990 houve a introdução da Punção-biópsia aspirativa com agulha fina (PAAF) guiada por ultrassom endoscópico (ECO-EDA), onde combinamos em um equipamento de endoscopia, uma imagem gerada por ultrassom e uma agulha de punção para obter uma amostra tecidual desejada.1 Esta técnica minimamente invasiva, é uma importante ferramenta diagnóstica para se obter amostras de tecidos ou órgãos na proximidade do trato gastrointestinal (TGI), mediastino e pâncreas para estudos histopatológicos, sendo oferecida para quase todos os pacientes independente do estágio da doença. Outros exames de imagem utilizados para auxiliar diagnósticos são: Raio-X, Ultrassom, tomografia por emissão de positrões (PET scan), Tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RNM), ECO-EDA, elastografia por ultrassom endoscópico e endoscopia digestiva alta ou baixa. A PAAF guiada por ECO-EDA não é geralmente o método de escolha inicial para diagnóstico, primeiramente temos os exames de imagem não invasivos em conjunto com a anamnese, exame físico e exames laboratoriais de sangue, entretanto, quando estes se mostram inconclusivos, a PAAF guiada por ECO-EDA, se disponível no serviço hospitalar, é um método opcional para elucidar diagnósticos e estadiamento de pacientes. Por causa da natureza deste procedimento e do equipamento necessário, esperamos que a PAAF guiada por ECO-EDA tenha diferentes complicações se compararmos com uma Endoscopia convencional. Temos que considerar que podem haver diferenças entre as incidências de complicações entre os centros que fazem o procedimento, isto pode estar relacionado à experiência individual do endoscopista e da condição clínica do paciente. O objetivo do presente estudo foi verificar por meio de uma revisão sistemática, a incidência de complicações relacionadas à PAAF guiada por ECO-EDA.