Resumo
O Brasil apresenta altos indices de cesárea estando entre os recordistas em parto cesárea no mundo. OBJETIVOS: Conhecer a preferência das gestantes, a sugestão do profissional que assiste ao pré-natal e da mãe da gestante quanto à via de parto, comparando com o desfecho, ocorrida numa instituição filantrópica de Juiz de Fora/MG. MÉTODOS: Estudo de Coorte prospectiva com amostra por conveniência de 30 gestantes de baixo risco, com idade gestacional ? 30 semanas. Foi aplicada no pré-natal uma entrevista estruturada e ao atingir as 40 semanas gestacionais fizemos contato telefônico verificando o tipo de parto ocorrido. Para análise dos dados foram utilizados os testes "Qui-quadrado" e "T de Student", foram considerados significantes os valores de p<0,05. RESULTADOS: As mulheres que tiveram como desfecho gestacional o parto vaginal tinham menor média de idade (24,5 ±7,3), menor escolaridade, eram casadas (54,2%), com vínculo empregatício (66,7%), eram predominantemente da raça branca (61,5%). Não houve significância estatística no cruzamento das características sóciodemograficas estudadas e o desfecho de parto. Foi significante sob o ponto de vista estatístico a história da própria gestante quanto ao tipo de parto, apontando para uma tendência de repetição de comportamento anterior, ou seja, aquelas mulheres que tiveram filhos por vía vaginal na última gestação, tendem a repetir o parto normal e o mesmo acontece com a cesariana. Importante também enfatizar que as primigestas apontam para o desfecho prevalente de parto normal. CONCLUSÃO: Este trabalho mostrou que o desejo da gestante, do profissional e de sua mãe não influenciaram no tipo de parto de desfecho para a gestação atual, que a sua experiência vivida no parto anterior aponta para a tendência de repetição da vivência e que as primigestas tendem a ter desfecho de parto normal.