Mortalidade materna em Minas Gerais sob o enfoque racial
Autor(es)
Evellyn Maria Fonseca da Silva , Karoline de Moura Moreira
Orientador
Edson José de Carvalho Magacho
Primeiro membro da banca
Michele Cristine Ribeiro de Freitas
Segundo membro da banca
Adriana Vilella Avila de Castro
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Enfermagem
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Mortalidade materna, Mulher negra, Etnia e saúde, Estatísticas vitais
Abstract
Introduction. Maternal mortality is an important indicator of the population's quality of life, and most deaths are preventable. It mostly affects women with low purchasing power, low levels of education and residents of rural areas. In relation to race, black women are more vulnerable to maternal death, given their difficult integration into the social group and institutional racism. Goal. Investigate the behavior of maternal mortality in relation to race in the state of Minas Gerais. Methods. Retrospective longitudinal observational research. Data collection was done using DataSUS data. Variables tabulated were: color/race, age, prenatal care, birth outcome, marital status, education, deaths investigated, place of occurrence, period of death. The sample consisted of women whose death was confirmed between 2017 and 2021 in Minas Gerais. Results. According to the total of 722 maternal deaths in the analyzed period (68.4% - black), with a higher concentration in 2021, regarding marital status, there was a higher rate in single women for black women (40.2%) and for women married was for white women, with 8 to 11 years of education (49.9%), of direct obstetric cause (58.7%), in the postpartum period up to 42 days postpartum (61.2%). These deaths were most recorded in hospitals with a rate of 95.2%. Conclusion. In Minas Gerais, there is a prevalence of maternal death among black women, since race is a social determinant of influence on health, and more policies are needed to reduce inequalities between racial and ethnic groups in relation to maternal care.
Resumo
Introdução. A mortalidade materna é um indicador importante da qualidade de vida da população, sendo que grande parte das mortes são evitáveis. Atinge em sua maioria mulheres com baixo poder aquisitivo, nível baixo de escolaridade e residentes das zonas rurais. Em relação à raça, as de raça negra estão mais vulneráveis ao óbito materno, tendo em vista a difícil inserção no grupo social e ao racismo institucional. Objetivo. Investigar o comportamento da mortalidade materna em relação à raça no estado de Minas Gerais. Métodos. Pesquisa observacional do tipo longitudinal retrospectivo. A coleta de dados foi feita a partir de dados do DataSUS. Variáveis tabuladas foram: cor/raça, idade, realização de pré-natal, desfecho do parto, estado civil, escolaridade, óbitos investigados, local de ocorrência, período do óbito. A amostra se constituiu de mulheres que tiveram o óbito confirmado no período de 2017 a 2021 em Minas Gerais. Resultados. De acordo com a totalidade de 722 óbitos maternos no período analisado (68,4% - negras), com maior concentração em 2021, quanto ao estado civil apresentou-se maior taxa em mulheres solteiras para negras (40,2%) e para mulheres casadas foi para brancas, escolaridade de 8 a 11 anos (49,9%), de causa obstétrica direta (58,7%), no puerpério até 42 dias pós-parto (61,2%). Estes óbitos tiveram maior registro em hospitais com taxa de 95,2%. Conclusão. Em Minas Gerais há prevalência de morte materna entre as negras, visto que raça é um determinante social de influência sob a saúde, sendo necessário mais políticas para reduzir as desigualdades dos grupos étnicos raciais em relação ao cuidado materno.
1 downloads desse documento
Sociedade Universitária para o Ensino Médico Assistencial LTDA - SUPREMA repositorio@suprema.edu.br (32) 2101-5041
Todos os Direitos Reservados 2026