Introduction. Constrictive pericarditis (CP) is a consequence of chronic inflammation of the pericardium, which becomes thickened and calcified, leading to restriction of ventricular diastolic filling, systolic volume drop and low cardiac output. The most common etiology in developing countries is tuberculosis. Objectives. To report a case of a tuberculous pericarditis that evolved to a severe constrictive form and to highlight the importance of echocardiography in diagnosis and therapeutic management. Case Report. Patient admitted initially by gastroenterology with dyspnea on minimal exertion and ascites. Chest tomography and abdominal examination were performed, which revealed massive ascites, hepatomegaly, bilateral pleural effusion and pericardial effusion. Ventured initially possibility of liver disease. The pleural effusion was drained and cytology was done, which was negative for the infectious and neoplastic process. Patient developed severe, with signs of low cardiac output and acute respiratory failure, requiring mechanical ventilation. A transthoracic echocardiogram was performed, confirming the diagnosis of constrictive pericarditis. The patient was referred to pericardiectomy with good results, being discharged from the hospital. Conclusion. This case represents the evolution of a tuberculous pericarditis to severe constrictive form, in which the echocardiogram played a fundamental role in the diagnosis and surgical indication.
Resumo
Introdução. A pericardite constritiva (PC) é consequência da inflamação crônica do pericárdio, que se torna espessado e calcificado, levando à restrição do enchimento diastólico dos ventrículos, queda do volume sistólico e baixo débito cardíaco. A etiologia mais comum nos países em desenvolvimento é a tuberculose. Objetivo. Relatar um caso de uma pericardite tuberculosa que evoluiu para forma constritiva grave e destacar a importância da ecocardiografia no diagnóstico e conduta terapêutica. Relato do Caso. Paciente admitido inicialmente pela gastroenterologia com quadro de dispneia aos mínimos esforços e ascite. Foram realizados exames de tomografia de tórax e abdome as quais evidenciaram ascite volumosa, hepatomegalia, derrame pleural bilateral e pericárdico. Aventado inicialmente possibilidade de doença hepática. Procedido drenagem do derrame pleural e feito citologia a qual foi negativa para processo infeccioso e neoplásico. Paciente evoluiu grave, com sinais de baixo débito cardíaco e insuficiência respiratória aguda, necessitando de ventilação mecânica. Realizado ecocardiograma transtorácico que confirmou o diagnóstico de pericardite constritiva. O paciente foi encaminhado para pericardiectomia com bom resultado, obtendo alta hospitalar. Conclusão. O referido caso representa a evolução de uma pericardite tuberculosa para forma constritiva grave, na qual o ecocardiograma teve papel fundamental no diagnóstico e indicação cirúrgica.
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