Pneumonia associada à ventilação mecânica: uma revisão sistemática


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Título
Pneumonia associada à ventilação mecânica: uma revisão sistemática

Autor(es)
Adriana Cestaro de Medeiros, Frederico Augusto Chequer

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Medicina Intensiva

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Pneumonia, Ventilação mecânica, PAVM

Resumo
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) é definida como aquela que se desenvolve 48 h a partir do início da ventilação mecânica, sendo considerada até 48 h após a extubação1 . É uma das infecções hospitalares (IH) mais incidentes nas unidades de terapia intensiva (UTI), com taxas que variam de 9 a 40% das infecções adquiridas nesta unidade, e está associada a um aumento no período de hospitalização e índices de morbimortalidade, repercutindo de maneira significativa nos custos2, 3. A aspiração de microrganismos presentes na orofaringe representa o meio mais comum de aquisição da doença, e os principais fatores de risco são aqueles que favorecem a colonização da orofaringe e/ou estômago, a aspiração de secreções para o trato respiratório inferior ou refluxo do trato gastrintestinal e fatores inerentes ao hospedeiro 4,5. O agente bacteriano encontrado dependerá do tempo de internação, do uso de antimicrobianos, da susceptibilidade do hospedeiro e da microbiótica da UTI. Bacilos gram-negativos (Pseudomonas aeruginosa, Proteus sp., Acinetobacter sp.) e Staphylococcus aureus são freqüentemente isolados 6,7 . A ventilação mecânica (VM), ao longo dos últimos 40-50 anos, tornou-se indispensável modalidade terapêutica na síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), promovendo oxigenação adequada e repouso da musculatura respiratória (REF). Contudo, nas últimas três décadas, tornou-se evidente que a VM pode exacerbar ou iniciar uma lesão pulmonar, denominada lesão pulmonar associada à VM (LPAV) ou lesão pulmonar induzida pelo ventilador (LPIV), respectivamente 4. A LPAV é um importante componente na patogênese da lesão pulmonar aguda (LPA)/SDRA (2), podendo contribuir para a elevada taxa de mortalidade, nesse contexto, constatou-se redução da mortalidade de pacientes com LPA/SDRA (31%) ventilados com volume corrente (VT) de 6 mL/kg quando comparado com VT de 12 mL/kg (40%)8 . 4 A LPAV/LPIV resulta da interação complexa de diferentes forças mecânicas que atuam sobre o pulmão e depende da natureza e intensidade do estresse mecânico induzido pela VM 5 . Diversas evidências corroboram a impressão que a ventilação mecânica tanto a invasiva quanto não invasiva aumentam consideravelmente o risco de desenvolvimento de pneumonia em especial a nosocomial. Contudo parece que não existe um consenso perante a comunidade científica sobre as principais estratégias para prevenir e diagnosticar os efeitos adversos da ventilação mecânica no paciente grave atendido em unidades de tratamento intensivo (UTI) no que se refere a pneumonia. O objetivo do presente estudo de revisão é analisar as principais estratégias de prevenção, métodos diagnósticos e tratamento da pneumonia decorrente da ventilação mecânica no paciente grave.

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