Prevalência de incontinência urinária em atletas praticantes de CrossFit
Autor(es)
Bruna Baptista Fonseca de Aguiar Martins , Carolina Thebas Miranda, Lorena da Silva Santos
Orientador
Liliana Fajardo Oliveira
Primeiro membro da banca
Simone Rianelli
Segundo membro da banca
Nathalia Abreu
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Fisioterapia
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Atletas femininas, Exercícios de alto impacto, CrossFit, Incontinência urinária
Abstract
Introduction. Urinary incontinence (UI) is defined as any unintentional loss of urine, which can affect young women who practice high-impact sports, such as CrossFit, due to factors such as increased intra-abdominal pressure, low energy availability and individual joint hypermobility of each athlete. As CrossFit training is a high intensity practice, where exercises are performed quickly, repetitively and without or almost no rest, added to a large volume of weekly activity and high loads, it predisposes the occurrence of UI in these athletes. Goal. The objective of the present study is to identify the prevalence of urinary incontinence in CrossFit athletes, and whether its occurrence influences their withdrawal from sports and their perception of the decline frequency in the sport. Methods. Observational and cross-sectional study. Where female athletes who have been practicing CrossFit for more than a year, are nulliparous and are between 18 and 46 years old were included. Two questionnaires were applied, the International Consultation on Incontinence Questionnaire for UI and the International Physical Activity Questionnaire, in addition to calculating the Body Mass Index. The data was analyzed and passed through statistical analysis. Results. It was found that 7 of the 29 research participants had urinary incontinence, resulting in a prevalence of 24%, with the main factors observed being BMI and age, which did not interfere directly on the prevalence, in addition to the negative impact on quality of life, and the nonrelationship with the reduction in exercise frequency. Conclusion. Based on the above, our findings suggest that when investigating the prevalence of urinary incontinence in Crossfit athletes, we identified that 24% of the sample have urinary loss, which can interfere with quality of life in different perceptions, based on each person's experience.
Resumo
Introdução. A incontinência urinária (IU) é definida como qualquer perda de urina não intencional, podendo afetar mulheres jovens que praticam esportes de alto impacto, como o CrossFit, devido a fatores como o aumento da pressão intra-abdominal, baixa disponibilidade energética e hipermobilidade articular individual de cada atleta. Como o treino de CrossFit é de alta intensidade, onde os exercícios são executados de forma rápida, repetitiva e sem quase ou nenhum descanso, somado a um grande volume de atividade semanal e cargas elevadas, predispõe a ocorrência de IU nessas atletas. Objetivo. O objetivo do presente estudo é identificar a prevalência da incontinência urinária em atletas de CrossFit, e se sua ocorrência influencia no afastamento da prática esportiva e sua percepção acerca da queda da frequência de atividade física. Métodos. Estudo de carácter observacional e de tipologia transversal. Participaram atletas femininas praticantes de CrossFit há mais de um ano, nulíparas, com idade entre 18 e 46 anos de idade. Foram aplicados dois questionários, International Consultation on Incontinence Questionnaire para IU e Questionário Internacional de Atividade Física, além do cálculo de Índice de Massa Corporal. Os dados foram analisados e passaram por análise estatística. Resultados. Verificou-se que 7 das 29 participantes apresentaram incontinência urinária, resultando em uma prevalência de 24%, tendo como principais fatores observados o IMC e a idade, que não interferiram diretamente na prevalência, além do impacto negativo na qualidade de vida, e a não relação com a diminuição da frequência de exercícios. Conclusão. Mediante ao exposto, nossos achados sugerem que ao investigarmos a prevalência de incontinência urinária em atletas de Crossfit identificamos que 24% da amostra têm perda urinária, o que pode interferir na qualidade de vida em diferentes percepções, baseadas na experiência de cada uma.
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