Tratamento da mal oclusão mordida cruzada anterior com a técnica bidimensional: relato de caso clínico
Autor(es)
Luana Pereira Mendonça
Orientador
Tiago Ferreira Colombo
Primeiro membro da banca
Jorge Ferreira Rodrigues
Segundo membro da banca
Jener Geraldo Frade Almeida
Terceiro membro da banca
José Alexandre Alambert Kozel
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Ortodontia
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Ortodontia, Mordida aberta anterior, Classe III esquelética
Abstract
Anterior crossbite is a malocclusion characterized by the positioning of the lower teeth ahead of the upper teeth, leading to occlusal disruption and potential functional impacts, such as temporomandibular joint (TMJ) issues, swallowing difficulties, and aesthetic impairments. Its etiology is multifactorial, involving dental, skeletal, and functional factors, often associated with deleterious habits and mouth breathing. In Brazil, its prevalence among children and adolescents ranges from 4% to 12%, being most common during the mixed dentition phase. Early diagnosis is essential to minimize its effects on craniofacial development. In children, techniques such as rapid maxillary expansion (RME) and the use of orthopedic appliances, like the facial mask, are effective in correcting skeletal and dental discrepancies. For simple dental cases, fixed or removable appliances can reposition the teeth. In adults, due to the fusion of craniofacial sutures, orthognathic surgery is often required to address severe deformities. Early treatment not only facilitates the correction of malocclusion but also prevents future complications, such as joint dysfunction and more severe facial deformities, reducing the need for more invasive interventions.
Resumo
A mordida cruzada anterior é uma má oclusão caracterizada pelo posicionamento dos dentes inferiores à frente dos superiores, resultando em desoclusão e potenciais impactos funcionais, como problemas na articulação temporomandibular (ATM), dificuldades de deglutição e prejuízos estéticos. Sua etiologia é multifatorial, abrangendo fatores dentários, esqueléticos e funcionais, frequentemente associados a hábitos deletérios e respiração oral. No Brasil, sua prevalência em crianças e adolescentes varia de 4% a 12%, sendo mais comum em fases de dentição mista. O diagnóstico precoce é essencial para minimizar seus efeitos no desenvolvimento craniofacial. Em crianças, técnicas como a expansão rápida da maxila (ERM) e o uso de aparelhos ortopédicos, como a máscara facial, são eficazes para corrigir discrepâncias esqueléticas e dentárias. Em casos dentários simples, aparelhos fixos ou removíveis podem reposicionar os dentes. Já em adultos, devido à fusão das suturas craniofaciais, a cirurgia ortognática é geralmente necessária para corrigir deformidades severas. O tratamento precoce não apenas facilita a correção da má oclusão, mas também previne complicações futuras, como disfunções articulares e deformidades faciais mais graves, reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas.
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