Eficácia e segurança dos inibidores da Janus Kinase no tratamento da dermatite atópica moderada a grave: uma revisão sistemática


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Título
Eficácia e segurança dos inibidores da Janus Kinase no tratamento da dermatite atópica moderada a grave: uma revisão sistemática

Autor(es)
Cristina de Alvarenga Couto

Orientador
Fernando Monteiro Aarestrup

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Alergia e Imunologia Clínica

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Inibidores de Janus quinase, Janus quinases, Inibidores de JAK, Inibidor de tirosina quinase Janus, Dermatites atópicas, Dermatite atópica, Eczema atópico, Eczema infantil

Abstract
Objective. To determine through a systematic review the effectiveness and safety of Janus Kinase (JAK) inhibitors in the treatment of moderate to severe atopic dermatitis. Method. Studies originally published in English between 2016 and 2021 were analyzed, using the MEDLINE (National Library of Medicine) and the Cochrane Library as a reference. Only randomized controlled trials (RCTs) were considered. The assessment of the effectiveness of Janus Kinase inhibitors was defined by the improvement in the Investigator's Overall Assessment (IGA) score, the Area Eczema Severity Index (EASI) and the Numerical Rating Scale for Worst Pruritus (NRS). Safety was assessed through adverse effects emerging during treatment. Results. 04 ECCR were part of the scope of this review, which fulfilled the selection criteria. The analyzed studies involved 2827 patients aged between 12 and 75 years, with a mean age of 36 years, a mean EASI score of 28.24 (severe eczema), 54% with an IGA score of 3 (moderate disease) and 45% with an IGA score. 4 (severe illness). Three orally administered JAK inhibitors were evaluated: Upadacitinib, ASN 002 and Abrocitinib. We found significant improvement in the EASI baseline, mainly for Upadacitinib 15 mg (mean improvement of 72.1% of cases) and Upadacitinib 30 mg (mean improvement of 82.1% of cases), with a portion (13% and 23%) of patients using Upadacitinib 15 and 30 mg, respectively, reached EASI 100. In the case of ASN 002 40 mg, 71% reached EASI 75, a result compatible with Upadacitinib 30 mg (76.5%) and slightly higher to Upadacitinib 15 mg (65%) and to Abrocitinib 200 mg (61.85%). Improvement was also observed regarding the IGA index, with 57% of the population using Upadacitinib 30 mg, 43.5% of the population using Upadacitinib 15 mg, 43% of the population using ASN 002 40 mg and 41% of the population on Abrocitinib 200 mg having achieved IGA 0 or 1, with at least 2 degrees of reduction from baseline. Regarding pruritus, 59.8% of the population using Upadacitinib 30 mg, 57.3% of the population using Abrocitinib 200 mg, 47% of the population using Upadacitinib 15 mg and 43% of the population using Abrocitinib 100 mg obtained an improvement greater than or equal to 04 points on the NRS scale of pruritus, 5 in relation to the baseline. A proportion (36.6% and 23.4%) of patients using Abrocitinib 200 and 100 mg, respectively, achieved an itch-free state (NRS 0 or 1). As for adverse events, the rate was 71% for Upadacitinib 7.5 mg, 62-66% for Upadacitinib 15 mg, 67- 71% for Upadacitinib 30 mg, and 56-58% for placebo. For ASN 002, 22% with 20 mg, 44% with 40 mg and 80 mg and 33% with placebo. For abrocitinib, 66% with 100mg, 72% with 200mg and 55% with placebo. However, serious events, leading to discontinuation of the studies, occurred in a very small portion of the population studied. Conclusion. This review confirms the benefits of using JAK inhibitors in the therapeutic approach of moderate to severe atopic dermatitis, demonstrating a good response in the investigator's global assessment (IGA); on the EASI index, which assesses the severity of atopic dermatitis based on the severity of clinical signs and the affected body surface area, and on the Numerical Rating Scale for Pruritus Severity (NRS). In addition, the safety in the use of this type of medication was demonstrated when it was observed that most of the adverse effects were classified as mild or moderate, with a small portion considered severe, including mild arterial hypertension and a decrease in lymphocyte count.

Resumo
Objetivo. Determinar por meio de uma revisão sistematizada a efetividade e segurança dos inibidores da Janus Kinase (JAK) no tratamento da dermatite atópica moderada a grave. Método. Foram analisados os estudos publicados originalmente na língua inglesa, entre os anos de 2016 e 2021, tendo como referência as bases de dados MEDLINE (National Library of Medicine) e a Biblioteca Cochrane. Foram considerados apenas os ensaios clínicos controlados e randomizados (ECCR). A avaliação da eficácia dos inibidores da Janus Kinase foi definida pela melhora na pontuação da Avalição Geral do Investigador (IGA), no Índice de Gravidade do Eczema por Área (EASI) e na Escala de Classificação Numérica do Pior Prurido (NRS). A segurança foi avaliada através de efeitos adversos emergentes durante o tratamento. Resultados. Fizeram parte do escopo desta revisão 04 ECCR, que preencheram os critérios de seleção. Os estudos analisados envolveram 2827 pacientes com idade variando entre 12 e 75 anos, com idade média de 36 anos, pontuação EASI média de 28,24 (eczema severo), 54% com pontuação IGA 3 (doença moderada) e 45% com pontuação IGA 4 (doença grave). Foram avaliados três inibidores da JAK administrados por via oral: Upadacitinibe, ASN 002 e Abrocitinibe. Encontramos melhora significativa na linha de base do EASI, principalmente para o Upadacitinibe 15 mg (melhora média de 72,1% dos casos) e Upadacitinibe 30 mg (melhora média de 82,1% dos casos), com uma parcela (13% e 23%) dos pacientes em uso do Upadacitinibe 15 e 30 mg, respectivamente, alcançando EASI 100. No caso do ASN 002 40 mg, 71% alcançaram EASI 75, resultado compatível com o Upadacitinibe 30 mg (76,5%) e levemente superior ao Upadacitinibe 15 mg (65%) e ao Abrocitinibe 200 mg (61,85%). Também foi observada melhora referente ao índice IGA, com 57% da população em uso de Upadacitinibe 30 mg, 43,5% da população em uso de Upadacitinibe 15 mg, 43% da população em uso de ASN 002 40 mg e 41% da população em uso de Abrocitinibe 200 mg tendo alcançado IGA 0 ou 1, com pelo menos 2 graus de redução na linha de base. Com relação ao prurido, 3 59,8% da população em uso de Upadacitinibe 30 mg, 57,3% da população em uso de Abrocitinibe 200 mg, 47% da população em uso de Upadacitinibe 15 mg e 43% da população em uso de Abrocitinibe 100 mg obtiveram melhora maior ou igual a 04 pontos na escala NRS de prurido, em relação à linha de base. Uma parcela (36,6% e 23,4%) dos pacientes em uso do Abrocitinibe 200 e 100 mg, respectivamente, alcançaram um estado livre de prurido (NRS 0 ou 1). Quanto aos eventos adversos, a taxa foi de 71% para o Upadacitinibe 7,5 mg, 62-66% para o Upadacitinibe 15 mg, 67-71% para o Upadacitinibe 30 mg e 56-58% para o placebo. Para o ASN 002, 22% com 20 mg, 44% com 40 mg e 80 mg e 33% com o placebo. Para o Abrocitinibe, 66% com 100mg, 72% com 200 mg e 55 % com o placebo. Porém eventos graves, levando à descontinuação dos estudos, ocorreram numa parcela bem pequena da população estudada. Conclusão. Esta revisão confirma os benefícios da utilização dos inibidores da JAK na abordagem terapêutica da dermatite atópica moderada a grave, demonstrando boa resposta na avaliação global do investigador (IGA); no índice EASI, que avalia a gravidade da dermatite atópica com base na gravidade dos sinais clínicos e da área de superfície corporal afetada e na escala de avaliação numérica para gravidade do prurido (NRS). Além disso, foi demonstrada a segurança na utilização desse tipo de medicamento ao se observarem que grande parte dos efeitos adversos foram classificados como leves ou moderados, com uma pequena parcela considerada grave, entre eles hipertensão arterial leve e diminuição na contagem de linfócitos.

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