Música e gerenciamento da ansiedade infantil no ambiente odontológico


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Título
Música e gerenciamento da ansiedade infantil no ambiente odontológico

Autor(es)
Marcela Moreira Egidio Evaristo, Maria Augusta Vieira Fialho

Orientador
Renata Tolêdo Alves

Primeiro membro da banca
Camila Faria Carrada

Segundo membro da banca
Mabel Freitas Lopes

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Odontologia

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Odontopediatria, Ansiedade ao tratamento odontológico , Musicoterapia

Abstract
Introduction: Dental treatment anxiety can be defined as a response to a specific stimulus in the care situation and this has been recognized as the main event producing non-collaborative behaviors among children. Many techniques have been proposed to manage childhood anxiety and behavior, including music therapy. Aim: This study verified the influence of music on children's anxiety and behavior and the acceptance of the technique by the child and the team involved in pediatric care.Method: Children, companions and academics responsible for the attendance at a private Higher Education Institution participated in the study. In addition to the descriptive data, the child's behavior was assessed using the Frankl classification and the anxiety levels, using the modified Venham Picture Test. These were evaluated in two consultations, one without music and the other with music. It was also verified the preference of the child and the team to attend with or without music. The independent variables (characterization of the samples) were described by measures of frequency, position and variability. The Wilcoxon test was used to check the influence of music on children's anxiety measures and behavior during the consultation. The level of significance adopted was 5% (p?0.05). Results: A total of 68 children, between 3 and 12 years old, completed the study, together with 68 operating academics and 68 auxiliary academics. There was no significant difference in the children's anxiety measures, obtained with the modified Venham Picture Test, between consultations without and with music (P = 0.18). Likewise, there was no significant difference in children's behavior between consultations with and without music (P = 0.70), as determined by the Frankl scale. As for the acceptance of the method, more than 70% of all sample groups preferred the service with the use of music, with the highest acceptance being presented by the children (80.9%).Conclusion: It was possible to conclude that music did not influence children's anxiety or behavior during dental treatment. The method was considered well accepted by the children and the dental team involved. Despite the need for further studies, the data presented suggest music as a possible strategy to facilitate care for child patients and make teaching and care more humanized.

Resumo
Introdução: A ansiedade ao tratamento odontológico pode ser definida como uma resposta a um estímulo específico da situação de atendimento e esta tem sido reconhecida como o principal evento produtor de comportamentos não colaboradores entre as crianças. Muitas técnicas vêm sendo propostas para gerenciar a ansiedade e comportamento infantil, entre elas, a musicoterapia. Objetivo: Este estudo verificou a influência da música na ansiedade e comportamento infantil e a aceitação da técnica pela criança e equipe envolvida no atendimento odontopediátrico. Método: Participaram do estudo crianças, acompanhantes e acadêmicos responsáveis pelos atendimentos em uma Instituição de Ensino Superior privado. Além dos dados descritivos, avaliou-se o comportamento da criança pela classificação de Frankl e os níveis de ansiedade, pelo Venham Picture Test modificado. Estes foram avaliados em duas consultas, uma sem música e, outra, com música. Verificou-se, ainda, a preferência da criança e equipe em atender com ou sem música. As variáveis independentes (caracterização da amostras) foram descritas pelas medidas de frequência, posição e variabilidade. Para verificar a influência da música nas medidas de ansiedade das crianças e no comportamento durante a consulta foi utilizado o teste de Wilcoxon. O nível de significância adotado foi de 5% (p?0,05). Resultados: Um total de 68 crianças, entre 3 e 12 anos finalizaram o estudo, juntamente com 68 acadêmicos operadores e 68 acadêmicos auxiliares. Não houve diferença significativa nas medidas de ansiedade das crianças, obtida com o Venham Picture Test modificado, entre as consultas sem e com música (P = 0,18). Da mesma forma, não houve diferença significativa do comportamento das crianças entre consultas sem e com música (P = 0,70), conforme determinado pela escala de Frankl. Quanto à aceitação do método, mais de 70% de todos os grupos amostrais preferiram o atendimento com o uso da música, sendo a maior aceitação apresentada pelas crianças (80,9%). Conclusão: Foi possível concluir que a música não influenciou a ansiedade nem o comportamento das crianças durante o tratamento odontológico. O método foi considerado bem aceito pelas crianças e equipe odontológica envolvida. Apesar da necessidade de novos estudos, os dados apresentados sugerem a música como possível estratégia para facilitar o atendimento do paciente infantil e tornar o ensino e a assistência mais humanizados.

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