Eficácia da imunoterapia oral na alergia à proteína do leite de vaca: uma revisão sistemática


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Título
Eficácia da imunoterapia oral na alergia à proteína do leite de vaca: uma revisão sistemática

Autor(es)
Marina Alvarenga Andrade Siqueira

Orientador
Fernando Monteiro Aarestrup

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Alergia e Imunologia Clínica

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Leite de vaca, Dessensibilização, Imunoterapia oral

Abstract
Objective. To determine through a systematic review the efficacy of oral immunotherapy in the allergy to cow’s milk protein. Method. The studies originally published in the English language were analyzed between September 2004 and January 2020, with reference Pubmed database. Just controlled and randomized clinical trials were considered for effect of results. The outcomes selected were: percentage of improvement and adverse effects. Results. Twelve (12) controlled and randomized clinical trials took part of the scope for this review, which fulfilled the selection criteria. The studies analyzed involved 410 patients, who varied from age 1 to 35. The total of controlled and randomized clinical trials showed favorable results in relation to the usage of oral immunotherapy to improve allergy symptoms to cow’s milk protein when compared to control groups. The studies had a long length and several proposals of desensitization. The sample varied from 16 to 60 patients in the studies analyzed. Conclusion. The results allow to conclude that oral immunotherapy is effective for the treatment of cow’s milk allergy because more patients significantly got the tolerance with oral immunotherapy than with an exclusion diet. The oral immunotherapy is reasonably secure, the secondary effects are generally light to moderate, the treatment is easy, and hardly ever necessary the use of intramuscular adrenalin.

Resumo
Objetivo. Determinar por meio de uma revisão sistematizada a eficácia da imunoterapia oral na alergia à proteína do leite de vaca. Método. Foram analisados os estudos publicados originalmente na língua inglesa, entre setembro de 2004 a janeiro de 2020, tendo como referência a base de dados Pubmed. Foram considerados apenas os ensaios clínicos controlados e randomizados para efeito de resultados. Os desfechos selecionados foram: porcentagem de melhora e efeitos adversos. Resultados. Fizeram parte do escopo desta revisão 12 ensaios clínicos controlados e randomizados, que preencheram os critérios de seleção. Os estudos analisados envolveram 410 pacientes com idade variando entre 1 e 35 anos. A totalidade dos ensaios clínicos controlados e randomizados apresentou resultados favoráveis quanto ao uso da imunoterapia oral na melhora dos sintomas de alergia à proteína do leite de vaca quando comparada aos grupos controles, tendo alguns estudos encontrado valores de até 100% na melhora dos sintomas. Os estudos tiveram longa duração e diversas propostas de dessensibilização. A amostra variou entre 16 e 60 pacientes nos estudos analisados. Conclusão. Os resultados permitem concluir que a imunoterapia oral é eficaz para o tratamento de alergia ao leite de vaca, pois significativamente mais pacientes alcançaram a tolerância com a imunoterapia oral do que com uma dieta de exclusão. A imunoterapia oral é razoavelmente segura, os seus efeitos secundários são geralmente leve a moderados e de fácil tratamento, raramente sendo necessário o uso de adrenalina intramuscular.

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