Resumo
Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônica, cujo controle é essencial para a prevenção de complicações, a longo prazo, relacionadas à morbidade e à mortalidade cardiovascular e cerebral, dentre outras. A HAS é uma doença altamente prevalente em nosso meio, atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta com mais de 18 anos, chegando à índices de 50% entre as pessoas idosas. O tratamento da HAS é realizado através de medidas farmacológicas e não-farmacológicas. Estudos recentes apontam os benefícios do controle respiratório na modulação dos sistemas parassimpático e simpático, gerando um aumento da atividade do primeiro e uma redução da atividade do segundo além da melhora da função cardiovascular. Objetivos: Avaliar os efeitos de um protocolo de exercícios respiratórios na modulação da pressão arterial de pacientes hipertensos, contribuindo para a busca de tratamentos que visem à diminuição, ou quem sabe, no futuro, a substituição de terapias farmacológicas por não-farmacológicas, reduzindo assim o custo e possíveis efeitos adversos destes tratamentos. Métodos: 16 pacientes residentes em lar de idosos, divididos em grupo controle e grupo tratado, foram submetidos ao protocolo que teve a duração de 04 (quatro) semanas, divididos em 02 sessões semanais e individuais com a duração de 20 minutos cada. Foram avaliados parâmetros como a frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD) e pressão arterial média (PAM). 3 Resultados: Para a análise estatística dos dados foi utilizado o teste de T de Student (teste T) não pareado. Foi observado a redução, da PAS média do grupo controle <– 0,57 ± 0,78 mmhg> vs grupo tratado <-9,18 ± 6,12 mmhg> (p=0,0015) , da PAD média do grupo controle <-0,58 ± 0,84 mmhg> vs grupo tratado <-9,20 ± 3,7 mmhg> (p<0,001), da PAM média do grupo controle <-0,18 ± 0,4 mmHg> vs grupo tratado <-4,75 ± 1,8 mmHg> (p<0,01) , da FC média do grupo controle <-0,81 ± 1,5 bpm> vs grupo tratado <-2,14 ± 1,4 bpm> (p=0,044), da FR média do grupo controle <-0,04 ± 0,2 ipm> vs grupo tratado <-3,01 ± 0,5 ipm> (p<0,01). Conclusão: Os autores concluem que a utilização do protocolo de exercícios respiratórios, utilizados por este estudo, foi capaz de melhorar o controle cardiovascular e respiratório resultando na redução da pressão arterial de pacientes hipertensos, atuando como um recurso complementar aos tratamentos clínico e farmacológico da HAS.