Percepção da equipe multiprofissional sobre a cultura de segurança do paciente nas unidades de terapia intensiva adulto


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Título
Percepção da equipe multiprofissional sobre a cultura de segurança do paciente nas unidades de terapia intensiva adulto

Autor(es)
Izabella Liguori Corsino Vabo, Marcela Souza Rosa, Renata de Fátima Liguori dos Santos

Orientador
Plínio dos Santos Ramos

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Gestão em Saúde e Segurança do Paciente

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Cultura de Segurança do Paciente, Equipe Multiprofissional, UTI

Abstract
Introduction: It is estimated that millions of patients worldwide are injured, injured or killed each year due to unsafe health care, although it is difficult to quantify the problem due to poor implementation of the safety culture in health services and the existence of a guilty approach in the processes. Objectives: To evaluate the perception of the multiprofessional team of Adult Intensive Care Units on the dimensions of the safety culture of the patient related to the level of the unit and the general perception of patient safety in these sectors. Methods: This was a descriptive-observational study, where the data collection was performed with the application of the questionnaire "Hospital Survey on Patient Safety Culture" (HSOPSC) to 102 professionals who work in the Adult Intensive Care Unit of a Hospital de Teaching, 100% SUS, ONA level 3. Sociodemographic and labor variables were used to outline the participants' profile. The variables of the 7 dimensions of the patient safety culture related to the level of the unit as well as the general perception of patient safety were evaluated to analyze the professionals' perception regarding the safety culture of the patient and to identify the fragilities in their processes. Results: The results showed better evaluations in the "Organizational Learning - Continuous Improvement" (66.25%), "Supervisor / Chief Expectations and Safety Promoting Actions" (65.64%) and "Teamwork within Units" (65.15%). The aspects with the lowest percentages were: "Opening for communication" (41.94%) and "Nonpunitive responses to errors" (24.24%), being classified as fragile areas that need intervention for improvement. No dimensions that could be classified as strengthened areas for the safety culture were observed. Conclusion: The study demonstrated a safety culture with potential for improvement and growth in most dimensions, allowing a direction in the planning of actions aimed at strengthening patient safety in these sectors.

Resumo
Introdução: Estima-se que, por ano, milhões de doentes em todo o mundo sofrem danos, lesões ou morte devido à prestação de cuidados de saúde inseguros, embora seja difícil quantificar o problema devido a deficiente implementação da cultura de segurança nos serviços de saúde e a existência ainda de uma abordagem culpabilizante nos processos. Objetivos: Avaliar a percepção da equipe multiprofissional das Unidades de Terapia Intensiva Adulto sobre as dimensões da cultura de segurança do paciente relacionada ao nível da unidade e a percepção geral da segurança do paciente nestes setores. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo-observacional, onde a coleta de dados foi realizada com a aplicação do questionário “Hospital Survey on Patient Safety Culture” (HSOPSC) à 102 profissionais que atuam na Unidade de Terapia Intensiva Adulto de um Hospital de Ensino, 100% SUS, ONA nível 3. As variáveis sociodemográficas e laborais foram usadas para traçar o perfil dos participantes. As variáveis das 7 dimensões da cultura de segurança do paciente relacionadas ao nível da unidade bem como a percepção geral da segurança do paciente, foram avaliadas para analisar a percepção dos profissionais em relação à cultura de segurança do paciente e identificar as fragilidades nos seus processos. Resultados: Os resultados apontaram melhores avaliações nas dimensões “Aprendizagem organizacional – melhoria contínua” (66,25%), “Expectativas do supervisor/chefe e ações promotoras de segurança” (65,64%) e “Trabalho em equipe dentro das unidades” (65,15%). Os aspectos com percentuais mais baixos foram: “Abertura para a comunicação” (41,94%) e “Respostas não punitivas aos erros” (24,24%), sendo classificadas como áreas frágeis que necessitam de intervenção para melhoria. Não foram observadas dimensões que pudessem ser classificadas como áreas fortalecidas para a cultura de segurança. Conclusão: O estudo demonstrou uma cultura de segurança com potencial de melhorias e em crescimento na maioria das dimensões, permitindo um direcionamento no planejamento das ações visando o fortalecimento da segurança do paciente nesses setores.

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