Avaliação da aderência à interdisciplinaridade e ao multiprofissionalismo nos médicos intensivistas


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Título
Avaliação da aderência à interdisciplinaridade e ao multiprofissionalismo nos médicos intensivistas

Autor(es)
José Nilceu Dória Pereira Júnior, Karill Chesmann Ávila, Lucas Ferraz da Silva

Orientador
Plínio dos Santos Ramos

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Medicina Intensiva

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Médico intensivista, DCN, Multiprofissionalidade

Resumo
A formação médica, assim como todo processo de ensino, possui constante evolução ao longo dos tempos e a humanização também faz parte desse desenvolvimento. (1)(2) Em 2001, o Ministério da Educação aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação na área da saúde (DCN) e estabeleceu as competências e habilidades gerais a serem desenvolvidas no processo de formação do médico – atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração e gerenciamento, e educação permanente –, buscando romper com o modelo tradicional de formação, estando assim inserido num mundo interdisciplinar e multiprofissional. (3) Em 2014 novas diretrizes curriculares foram publicadas com a característica principal de incorporar novos avanços da educação médica tais como inserção de disciplina a distância, reestruturação do internato, ampliação da área de saúde mental e de saúde coletiva, tutorias multidisciplinares e atividades em língua estrangeira. Estas mudanças deverão ser implementadas até o final de 2018. A Unidade de Terapia Intensiva é constituída por um ambiente que envolve sentimentos e emoções atrelados à vasta bagagem técnico-científica e a uma equipe multidisciplinar que trabalhe em auxílio mútuo para um melhor desfecho em prol da saúde. A falta de compromisso de algum profissional da unidade é tão impactante que pode trazer prejuízos comparáveis à carência dos recursos tecnológicos; afastando o binômio paciente/família da equipe multiprofissional e assim descaracterizando o cuidado como ação humana. Relatos revelam que um dos principais fatores causadores de estresse para a equipe multiprofissional é a própria equipe. Esse fato é decorrente do baixo nível de comprometimento de alguns de seus integrantes, o que interfere negativamente na qualidade da assistência prestada ao paciente. (4)(5)(6)(7) Em estudo para avaliar a importância da integração multidisciplinar (fisioterapia/enfermagem) na atualização sobre posicionamento do recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal, a atuação multidisciplinar e a integração do conhecimento na busca por um cuidado humanizado, técnico e eficaz mostrou melhor aproveitamento do conhecimento por parte da enfermagem.(8) A interdisciplinaridade pode ser definida como um ponto de cruzamento entre atividades (disciplinares e interdisciplinares) com lógicas diferentes. A multiprofissionalidade consiste numa modalidade de trabalho coletivo que se configura na relação recíproca entre as intervenções técnicas. (10) Frente à importância da atuação interdisciplinar e multiprofissional nos ambientes de terapia intensiva, o objetivo deste estudo é avaliar o ponto de vista e o perfil do médico intensivista com relação ao trabalho em equipe multiprofissional e a multidisciplinaridade.

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