Adesão ao tratamento da imunoterapia sublingual por pacientes com doenças alérgicas respiratórias


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Título
Adesão ao tratamento da imunoterapia sublingual por pacientes com doenças alérgicas respiratórias

Autor(es)
Glaciele Moraes Martins Rezende, Nathalie Julieta de Guimarães e Silva

Idioma
Por

País
Brasil

Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

Curso
Alergia e Imunologia Clínica

Sigla da Instituição
FCMS/JF

Tipo de Acesso
1

Assunto
Aderência, Alergia, Imunoterapia, Imunoterapia específica, Imunoterapia sublingual

Abstract
Background: Specific immunotherapy treatment is administering gradually increasing doses of the allergen specific causative to modulate and reduce the stimulation of the immune response can be administered by subcutaneous, and sublingual. Several reasons can affect adherence to immunotherapy. The studies on sublingual immunotherapy (SLIT), mainly in Brazil, show contradictory data. Objectives: This study aims to carry out an assessment of adherence to treatment in patients of different age groups who initiated the use of SLIT to airborne allergens in the Brazilian population Methods: This study is a retrospective, cross-sectional, with a sample of 218 records. They included patients aged at least two years, with pre-established diagnosis of allergic respiratory disease and who started SLIT based on the results of the Prick Test, from June 2010 to September 2014. The following variables were used: age, sex and length of stay in treatment. Then the participants were divided into three age groups. adherence was assessed by the end of the induction phase, four months and after the end of the first year of treatment. Results: Of the 218 patients analyzed the membership fee SLIT sex until the end of the induction phase (first four months of treatment) was 66.1% and 70.2% male and 61.5% female . After 12 months of treatment, adherence rate was 46.3%, and for males was 51.8% and for women was 40.4%. Data analysis by age group until the end of the 2-12-year induction phase showed 70.6% of the total membership fee, and for males 74.6% and females 65.1%. In the group of> 12-18 years, the overall rate was 63.3%, with 70.6% in the group of men and 53.8% women in the group. In the group> 18anos, the overall compliance rate was 61.6%. And 63.2% of men joined and 65.1% of women. Conclusion: The results suggest that SLIT although it is a safe and easy to administer via membership presents limitations in the Brazilian population. We are currently conducting a new study where professional-patient relationship strategies are being practiced in order to obtain higher bond rates. We believe that one of the problems found in Brazil would not be the supply of SLIT, but the adequacy of the proposed approaches, aiming to increase adherence to treatment.

Resumo
Introdução: A imunoterapia específica é o tratamento que administra doses gradualmente crescentes do alérgeno causador específico para modular e reduzir a estimulação da resposta imunológica, podendo ser administrada por via subcutânea e sublingual. Várias razões podem afetar a adesão a imunoterapia. Os estudos sobre a imunoterapia sublingual (ITSL), principalmente no Brasil, apontam dados contraditórios. Objetivos: Este estudo visa realizar uma avaliação da adesão ao tratamento em pacientes de diversas faixas etárias que iniciaram a utilização da ITSL para aeroalérgenos na população brasileira Métodos: O presente estudo é retrospectivo, transversal, com uma amostra de 218 prontuários. Foram incluídos pacientes com idade mínima de dois anos, que apresentavam diagnóstico pré-estabelecido de doença alérgica respiratória e que iniciaram a ITSL,baseado nos resultados do Prick Test, no período de junho de 2010 a setembro de 2014. Foram utilizadas as seguintes variáveis: faixa etária, sexo e tempo de permanência no tratamento. Em seguida, os participantes foram divididos em três grupos etários. Foi avaliada a adesão até o final da fase de indução, aos quatro meses e depois ao final do primeiro ano de tratamento. Resultados: Dos 218 pacientes analisados a taxa de adesão a ITSL por sexo até término da fase de indução (primeiros quatro meses de tratamento) foi de 66,1%, sendo 70,2% no sexo masculino e 61,5% no sexo feminino. Aos 12 meses de tratamento, a taxa de adesão foi 46,3%, sendo que para o sexo masculino foi de 51,8% e para o feminino foi de 40,4%. A analise de dados por faixa etária até término da fase de indução dos 2-12 anos apresentou 70,6% de taxa de adesão total, sendo para o sexo masculino de 74,6% e para o sexo feminino de 65,1%. No grupo de >12-18 anos, a taxa total foi de 63,3%, com 70,6% no grupo dos homens e 53,8% no grupo das mulheres. No grupo >18anos, a taxa de adesão total foi de 61,6%. E 63,2% do total de homens aderiram e 65,1% do total de mulheres. Conclusão: Os resultados sugerem que ITSL embora seja uma via segura e de fácil administração apresenta limitações de adesão na população brasileira. Atualmente, estamos realizando um novo estudo onde estratégias de relacionamento profissional-paciente estão sendo praticadas com a finalidade de obtermos maiores índices de adesão. Acreditamos que um dos problemas encontrados no Brasil não seria a oferta da ITSL, mas a adequação das abordagens propostas, visando à maior adesão ao tratamento.

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