Ortotanásia a liberdade de escolha: relato de caso
Autor(es)
Maria Cecilia Gollner Stephan, Rita de Cássia Bottezine Netto, Wania Dantas Meyer
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Direito da Saúde
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Paciente terminal, Procedimentos desproporcionais, Cuidados paliativos, Morte digna
Abstract
Objective: A case report of a teenager, terminal patient, who has rebelled against disproportionate procedures which do not entail greater suffering and improving quality of life, choosing to live his last days in dignity, free from constraints, the result of the treatment recommended by medical staff. Case report: W., a 15 year old, did not receive proper medical care after a fall of horse. Months later, living in great suffering, sought relief from their pain and, once again disrespected as a person in development, was the victim of a diagnostic test, performed without anesthetic and inappropriate location. Major trauma caused him such an intervention, not only by the negligence of professionals in collecting material for laboratory examination in his hometown, but also by the unbearable pain that came after such a procedure. Continuing the search for relief, W., aged 16, had readily accepted the Oncology Hospital of Juiz de Fora / MG, where a multidisciplinary team, respecting your pain and doing everything within the probability of a cure, informs the patient / adolescents and their families about the diagnosis, prognosis and how the procedures would be performed. Amputated arm was not accepted by the teenager who readily agreed only with chemotherapy and medications for pain relief. Conclusion: Terminally ill patients should not undergo unnecessary treatment for prolonged abuse of the process of death, when they can express their will by themselves or by their legal representatives, and choose only treatments and procedures that relieve their pain, out of respect for the principles of dignity person, autonomy and no maleficence.
Resumo
Objetivo: o relato de caso de um adolescente, paciente terminal, que se insurgiu contra procedimentos desproporcionais que lhe acarretaria maior sofrimento e não melhoria na qualidade de vida, escolhendo viver seus últimos dias de forma digna, livre dos constrangimentos, resultado do tratamento recomendado pela equipe médica. Relato de caso: W., um adolescente de 15 anos, não recebeu a devida assistência médica após uma queda do cavalo. Meses depois, vivendo em muito sofrimento, procurou um alívio para sua dor e, desrespeitado mais uma vez como pessoa em desenvolvimento, fora vítima de um exame para diagnóstico, realizado sem anestésico e em local inadequado. Grande trauma lhe causou tal intervenção, não só pelos descasos dos profissionais na coleta do material para o exame laboratorial na sua cidade natal, como também pela dor insuportável que adveio após tal procedimento. Continuando a busca por um alívio, W., com 16 anos, fora prontamente acolhido no Hospital Oncológico da cidade de Juiz de Fora/MG, onde uma Equipe Multidisciplinar, respeitando sua dor e tudo fazendo dentro das probabilidades de cura, informa ao paciente/adolescente e seus familiares sobre o diagnóstico, o prognóstico e como seriam realizados os procedimentos. Amputar o braço não foi aceito pelo adolescente que, prontamente, concordou apenas com a quimioterapia e medicamentos para o alívio da dor. Conclusão: pacientes terminais não devem ser submetidos a tratamentos desnecessários para prolongamento abusivo do processo de morte, quando puderem expressar sua vontade por si ou por seus representantes legais, e escolherem somente tratamentos e procedimentos que aliviem suas dores, em respeito aos Princípios da Dignidade da Pessoa Humana, da Autonomia da Vontade e da não-maleficência.
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