BACKGROUND AND PURPOSE: Obesity has become a global health problem of epidemic character, which made bariatric surgery a common practice. As the numbers of this procedure increased, numerous complications also began to be reported. The aim of this study was to report a case of gluteal compartment syndrome that progressed to acute renal failure after bariatric surgery and discussing the role of the intensive care in the management of this complication. CASE REPORT: Male patient, 51 years old, 177 kg, 1.87 m tall (BMI 50.6), hypertension, underwent bariatric surgery with intestinal bypass. Preoperative tests showed in the electrocardiogram, a repolarization disorder; echocardiogram, diastolic dysfunction of the left ventricle (LV) and LV hypertrophy; by pulmonology, mild restrictive ventilatory defect; digestive endoscopy, mild gastritis enanthematous. Laboratory tests within normal limits. Anesthetic-surgical performed uneventfully. Patient to be taken to the intensive care unit (ICU) complained of pain in the buttocks region. The examinations for admission to the ICU showed metabolic acidosis, increased creatinine, electrolytes normal, red cells normal and leukocytosis; presenting oliguric. Due to the worsening of the clinical and laboratory needed to be intubated on the second day after surgery. Creatine phosphokinase (CPK) dosed on the same day with a value of 2340 U / l, doubling the value in a second dosage accompanied by increased potassium, acidosis and elevated creatinine, was diagnosed rhabdomyolysis. The patient developed acute renal failure, hemodynamic instability requiring vasoactive drugs, broad-spectrum antibiotics, keeping up with high ventilatory parameters. Died on the sixth day postoperative CONCLUSIONS: Morbidly obese patients undergoing bariatric surgery with prolonged surgical time can present gluteal compartment syndrome. Complications can occur as rhabdomyolysis and acute renal failure requiring intensive care in order to avoid rigorous events that may constitute a risk of death.
Resumo
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A obesidade se tornou um problema de saúde mundial de caráter epidêmico, o que fez da cirurgia bariátrica uma pratica comum. Assim como aumentaram os números deste procedimento, numerosas complicações também começaram a ser relatadas. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de síndrome compartimental glútea que evoluiu para insuficiência renal aguda após cirurgia bariátrica e discutir os cuidados intensivos no manejo desta complicação. RELATO DO CASO: Paciente masculino, 51 anos, 177 kg, 1,87 m de altura (IMC 50,6), hipertenso, submetido à cirurgia de gastroplastia com derivação intestinal. Exames pré-operatórios mostravam ao eletrocardiograma, distúrbio de repolarização; ao ecocardiograma, disfunção diastólica de ventrículo esquerdo (VE) e hipertrofia de VE; pela pneumologia, distúrbio ventilatório restritivo leve; a endoscopia digestiva, gastrite enantematosa leve de antro. Exames laboratoriais dentro da normalidade. Ato anestésico-cirúrgico realizado sem intercorrências. Paciente ao ser encaminhado ao centro de terapia intensiva (CTI) queixou-se de dor em região de nádegas. Os exames de admissão no CTI mostravam acidose metabólica, aumento da creatinina, eletrólitos normais, série vermelha normal e leucocitose; apresentando-se oligúrico. Devido à piora do quadro clinico e laboratorial, necessitou ser entubado no segundo dia de pós-operatório. Creatinofosfoquinase (CPK) dosada neste mesmo dia com valor de 2340 U/l, dobrando de valor em uma segunda dosagem, acompanhada de aumento do potássio, acidose e creatinina elevada, sendo diagnosticado rabdomiólise. Evoluiu com insuficiência renal aguda anúrica, instabilidade hemodinâmica sendo iniciado drogas vasoativas, antibioticoterapia de largo espectro, mantendo-se com parâmetros ventilatórios elevados. Óbito no sexto dia de pós-operatório CONCLUSÕES: Pacientes obesos mórbidos submetidos à cirurgia bariátrica com tempo cirúrgico prolongado podem apresentar síndrome compartimental glútea. Como complicações podem ocorrer rabdomiólise e insuficiência renal aguda que necessitam de cuidados intensivos rigorosos a fim de evitar intercorrências que podem representar risco de morte.
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