Antibioticoterapia empírica na sepse: uma revisão sistemática
Autor(es)
Gisele Caneschi , Victor Henrique Gomes Parizzi
Idioma
Por
País
Brasil
Editor
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
Curso
Medicina Intensiva
Sigla da Instituição
FCMS/JF
Tipo de Acesso
1
Assunto
Choque séptico, Infecção, Terapia antimicrobiana
Resumo
Introdução: A sepse é um conjunto de reações desenvolvidas pelos organismos em resposta a invasão de micro-organismos patogênicos, caracterizadas pela produção excessiva de mediadores inflamatórios e pela excessiva ativação de células inflamatórias. Atualmente, é considerada como um desafio médico mundial e a principal causa de morte em pacientes tratados em UTI. A antibioticoterapia empírica é essencial para o rápido início do combate ao micro-organismo causador da sepse e pode ser o diferencial para a cura do paciente. Objetivo: O objetivo deste estudo foi descrever os benefícios e prejuízos da realização de antibioticoterapia empírica no tratamento da sepse. Método: Foi realizada uma revisão sistemática das publicações realizadas de 2000 a 2011, baseada em buscas nas bases indexadas MEDLINE (PubMed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). O foco de interesse foi a realização de antibioticoterapia empírica no tratamento inicial da sepse e o resultado obtido com esta manobra. Resultados: Dos 18 artigos selecionados, 10 atendiam plenamente aos critérios estabelecidos. Com relação a antibioticoterapia empírica, foram analisados o tipo de intervenção, o perfil do paciente, o método utilizado no estudo e o desfecho. Discussão: Os estudos analisados ressaltam a importância da escolha racional do antibiótico ao se iniciar a terapia empírica, de se conhecer o perfil do paciente e da importância de se confirmar o diagnóstico o mais rápido possível com exames laboratoriais. Quanto menor o intervalo entre o diagnóstico clínico e o tratamento maior a chance de se diminuir a mortalidade na sepse. Conclusão: A realização da antibioticoterapia empírica, quando feita de forma racional, traz benefícios para o paciente, podendo ser o fator decisivo entre a manutenção da vida e a morte.
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