Objetivo: Este artigo tem o objetivo de avaliar, por meio de uma revisão sistemática de trabalhos que abordam complicação cirúrgica, a probabilidade de conversão de miomectomia laparoscópica em histerectomia. Fonte de dados: Foi realizada busca ativa das bases de dados do PUBMED/MEDLINE do período de janeiro de 1996 a janeiro de 2017. As principais limitações desta revisão foram o viés de informação: utilizamos, em sua maioria, estudos retrospectivos com análise de prontuário que podem apresentar falhas nas coletas de dados; e o viés de publicação: a taxa de conversão de miomectomia para histerectomia pode ser menor que a real, pois muitos trabalhos encontrados não abordaram esse tema. Seleção de estudos: Foram encontrados no estudo o total de 2.262 artigos, destes trabalhos, 591 duplicados foram excluídos. Pela leitura dos títulos e resumos, dos 1671 estudos excluímos 1555 artigos. Foram avaliados 116 artigos na íntegra. Após avaliação destes, selecionamos 77 artigos que são descritos no trabalho a seguir. Síntese dos dados: A partir dos estudos analisados, encontramos um total de 13.874 pacientes submetidas a miomectomia laparoscópica, através de variadas técnicas minimamente invasivas. Deste total de mulheres submetidas a miomectomia laparoscópica, apenas 0.05% (n=8) necessitaram de histerectomia. Excluindo as causas neoplásicas de conversão em histerectomia, o percentual total de histerectomias por complicação diminuiu para 0.04% (n=4). Conclusões: A miomectomia laparoscópica é uma técnica minimamente invasiva viável e segura. Com o mapeamento adequado dos miomas e um cirurgião bem qualificado, o risco de histerectomia é mínima (0.04%). Descritores: laparoscopic myomectomy, conversion, hysterectomy complications.
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